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Entrevista - Estefania Cristina


01. Você tem algum ritual antes da escrita? Se sim, qual?
R: Boa tarde Emoções em páginas, e a todos os leitores. Sim, eu tenho! Eu costumo fazer café, escutar música e dependendo do livro eu costumo meditar antes.

02. O que é Escrever para você?
R: Me conectar com a excelência divina, com a energia criadora do universo.
  
03. Qual a maior loucura literária que já cometeu?
R: É difícil escolher uma cena dos meus livros que eu considere uma loucura. Mas, acredito que sem sombra de dúvidas a cena do "sequestro" em Apenas 24 Horas.
O leitor não estava esperando que o personagem fosse fazer algo do gênero, mesmo o volume 1 se tratando de uma comédia romântica. E tamanha loucura foi o que cativou os leitores.

04. Sobre o livro apenas 24 horas, como surgiu a ideia? Onde você estava?
R: Na verdade Apenas 24 Horas é um conjunto de ideias que gerou o universo do Koll e da Chris. Eu estava no meu quarto ouvindo "Don't - Ed Sheeran" dançando com o meu personagem imaginário, ate então ele era só meu. E enquanto eu dançava uma ideia começou a pairar sobre a minha mente, e ai veio a voz da Chrstina trazendo toda aquela melancolia de não se entregar a experiências que gostaria de viver porque era submissa a vontade de terceiros. E ai a minha dança acabou porque era como se o KG tivesse me pedido permissão para tirar a Chris do limbo. Sentei e comecei a escrever e realmente filosofar sobre a importância de pegar as rédeas de sua vida, porque, afinal, se você não pegar outra pessoa irá.
  
05. Algum dos seus personagens lembra alguém que ama?
R: Gad e o Koll, o amor fraternal deles me lembra ao que tenho com a minha irmã.

06. Qual seu maior sonho no mundo da escrita?
R: O céu é o limite... ou não... Se tiver marcianos no espaço quero que ate eles tenham o meu livro físico. (risos)

07. Tem algum projeto futuro que queira dividir conosco?
R: Bem, além dos próximos livros para 2018: O Segredo de Alexander, Relicário: Em Busca do Poder e a Fera de Montrack.  Tem a campanha: compre a edição especial do livro Apenas 24 Horas e concorra a mil reais. Clique aqui para ir para loja
  
08. Como está sendo Escrever com uma parceira? Como é a relação de vocês?
R: Recentemente eu iniciei um projeto em parceria com a escritora Maitê Sombra, que assim como eu, predomina na maioria das obras escrita o gênero de fantasia. Escrever com a Sombra tem sido uma excelente experiencia no campo criativo. Temos muita sintonia e sincronia em pensamentos, o que ajuda muito a desenvolver a obra. Essa parceria me mostrou que excelentes trabalhos podem nascer de um trabalho em equipe. Mas, muito do sucesso da obra da Fera de Montrack se deve ao fato também, de que entramos para somar ao lado uma da outra.

09. Dentre todos os seus personagens, qual é aquele que mais teve dificuldade em se conectar e porquê?
R: Houve um momento em que foi difícil me conectar, mas foi porque eu fiquei abalada. Foi o último volume de Apenas 24 Horas, quando a Christina ficou em coma, e aquilo para o Koll foi o fim do mundo. De todos os personagens já criados, ele foi o mais carismático e positivo. E isso me fazia bem! E Quando ele ruiu no último livro, meu coração quebrou em mil pedaços. E eu pensei "Caramba, como ter fé quando uma coisa horrível te acontece? Como reiniciar?" E eu demorei para escrever porque eu me recusava a entrar naquela sintonia, mesmo sabendo que o final continha uma mensagem maior que a obra toda. Foi dolorido ver um dos meus personagens preferidos sofrer tanto.  Mas, quando chegou no final a obra toda foi muito gratificante, e eu agradeci a Deus por ter sido o canal para passar uma mensagem tão delicada sobre continuar tendo fé, mesmo quando a situação diz que é fim de linha!

10. Pensando na trilogia ID e na trilogia 24 horas, a diferença de gênero é imensa. Porque você escolheu gêneros tão diferentes ?
R:  Passear em gêneros literários diferentes me possibilita observar o comportamento humano de diversos pontos de vista, e pensar em rumos melhores para situações que parece não ter solução. Me possibilita trabalhar com probabilidades diferentes. E sem falar que caminhar entre gêneros, é como brincar com “playground’s” cada vez mais desafiantes.
  
11. Na trilogia ID, como foi sua pesquisa para escrever o livro?
R: ID, além da clássica tortura mental que nós mesmos nos submetemos durante o dia-a-dia com dúvidas provenientes ao que vivemos, foi trazido a tortura física. O livro ficou passeando entre romance e entre o horror gore cada vez mais intenso a medida dos volumes.
A primeira pesquisa, online, e essa é a que mais choca durante a leitura são os aparelhos de tortura. Os leitores que acabam caindo na contradição de pesquisa-los acabam ficando horrorizados. Também pesquisei sobre a sociopatia e a psicopatia.
E a segunda foi diretamente com pessoas: que trabalham na área de mineração, me ajudou a formar o cenário da MAX. E outros que me ajudaram a montar o cenário hospitalar já que detinham contato com área.
Pesquisar é sempre muito importante, quanto mais você estuda sobre o que você está criando, mais o seu trabalho ganha credibilidade e conteúdo.
  
12. Eu sei que é uma pergunta difícil, mas qual dos seus livros é o seu preferido?
R: Meus personagens me cativam por sua criatividade, e suas mensagens. Eles são para mim filhos que ajudam a iluminar a minha vida e de outras pessoas.
Mas, o meu livro favorito é “O Relicário: A História dos Mundos” é o livro que veio do mundo dos sonhos, e me puxou para o gênero de fantasia e ficção científica.
  
13.  Em ID, você fala sobre guerra, porque você decidiu falar sobre esse assunto?
R: Primeiro que, é o lugar que mais acontecem coisas ruins em busca da “paz”, quando na verdade tudo que precisa ser feito é, parar, e abaixar as armas!
Segundo porque, eu acho muito irônico mandar jovens para guerra — que talvez irão morrer — e fazerem acreditar que são heróis por uma causa que nem se quer os pertencem, e com isso matar milhões de pessoas. Qual a diferença de um serial killer que mata 100 e um soldado que mata 200 inocentes? Já que, a maioria das pessoas que sofrem nessas guerras são civis.
Como eu disse antes, o conceito de bem e mal deve ter um olhar criterioso. O que ID faz, e levantar questões sobre o mundo em que vivemos para serem debatidas. Afinal, e preciso analisar para que conceitos melhores sejam aderidos para o mundo.
Além, de ser parte da trajetória do personagem, e um passeio pela historia, que mostrar, que, muitas coisas que acontecem é tudo um jogo de interesses.
  
14. Você falou sobre diferentes religiões e crenças nos livros 24 horas. Pra você, existe alguma religião que considere como certa? Porque você decidiu falar sobre esse assunto nos seus livros? Você, no que acredita ?
R: Eu vejo religião como instituição religiosa regida por homens, logo eu não considero nenhuma religião como a certa. Afinal, para isso eu teria que acredita que Deus pertence a um só segmento, quando na verdade eu vejo Deus em momentos de iluminação, seja por uma palavra, ação, musica ou um livro! Deus não pertence a uma instituição, Deus pertence a todos que se permitem procurar o bem. E o bem é tentar ser alguém melhor, ciente de suas imperfeições.
Eu costumo apresentar certas religiões para quebrar paradigmas, medos, tabus! Tem muita coisa linda no mundo para aprendermos. E Deus quer que nos conhecemos os pontos de verdade que existe sobre si em cada lugar do mundo. “Conhecereis a verdade e ela vos libertará” Jo 8:32. No final você tem que aprender a diferenciar em cada uma dessas religiões o que é joio o que é trigo: Amar o próximo, trigo. Preconceito, joio. E ai você vai aprendendo.
Eu acredito em Deus, como uma força energética universal, uma centelha de luz que mora dentro de mim, de você e de todos. Por tal crença, eu gosto muito da palavra Namastê, que significa: “A luz que brilha em mim, saúda a luz que há em você.”
  
15. Última pergunta, prometo (RISOS): O que sente quando Escreve?
R: Eu sinto que é o momento mais divino do meu dia, e que, o meu mundo faz sentido por estar fazendo a coisa que eu amo. Eu sinto que eu vou lá no universo pegar um pouco da poeira brilhante e criadora de mundos para criar o meu, e eu agradeço a Deus por isso. Por que é o momento que eu posso sentir algo, que, nenhuma palavra poderá expressar: o sopro da vida!
Quando eu escrevo eu estou na essência divina de Deus!

JOGO RÁPIDO:
Um autor (a): George R. R. Martin
Um livro: Uma Prova do Céu - Dr. Eben Alexander
Uma série: Fringe (Fronteiras)
Um lugar: Casa de Campo com Wifi
Ler ou escrever? Escrever
Uma frase: “É do caos que se nascem às estrelas.”

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