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Entrevista - Eco Literário - Patrick Wesolowski

01. Como foi para você escrever o livro participante do Projeto ECO Literário? Em quanto tempo o escreveu?
R: Foi difícil. Um desafio para mim. Muitas e muitas horas de pesquisa, revisão, contemplação do vazio existencial em busca de respostas. Demorei três meses para escrever.


02. Como surgiu a ideia para o livro?
R: De muitas coisas que leio, penso e assisto. Elas me ajudam a construir ficções em minha cabeça, que tento passar para o papel. A ideia surgiu em um momento em que eu estava trabalhando, com bastante problema pra resolver. Minha cabeça estava quase explodindo pois era um dia caótico. Em meio a esse caos, de repente, uma ideia surgiu e eu corri para esboçar isso num pedaço de papel.

03. Quais temas aborda em seu livro?
R: Vários temas ligados a filosofia, existencialismo. Noção de justiça e punição. Eu misturo vários temas, deixando o leitor entender aos poucos o que está acontecendo com o protagonista.

04. Qual parte foi mais difícil escrever?
R: O final, com certeza. Eu fiquei em dúvida sobre como terminar a obra. De inicio eu tinha certeza de como seria, mas ao longo da escrita comecei a me perguntar se aquele seria o final ideal. Mudei ele várias vezes e acabei escrevendo da maneira que eu havia pensado no início.

05. O que te motiva a escrever?
R: Eu vejo a escrita como uma forma de deixar uma marca (boa ou ruim). É como deixar um pedaço seu para que as pessoas possam caminhar pela sua mente, ler seus pensamentos e disfrutar de um momento tranquilo (ou nem tão tranquilo) com a sua história. Minha missão com a escrita não é ganhar dinheiro, principalmente porque isso é muito raro e difícil nesse meio. Seria necessário um grande investimento com parceiros, marketing, etc, e eu não tenho interesse nisso. Eu gosto de saber que alguém leu algo que eu escrevi e que marcou, de alguma forma, essa pessoa. Isso me motiva a continuar escrevendo.

06. Algum personagem é baseado na sua vida?
R: Todos. Cada um dos personagens que eu escrevo carrega um pouco de mim. Alguns mais, alguns menos. Coisas boas e coisas ruins. O autor que disser que não, ou mente ou está iludido.

07. Já tem alguma ideia para outro livro?
R: Várias. O tempo todo. Estou escrevendo um livro que deixo publicado no Wattpad, porém tenho mais histórias a caminho que ainda estão em processo de análise na minha cabeça. Um dia, espero, elas virão à tona.

08. Tem algum projeto futuro que quer dividir conosco?
R: Tenho intenção de ter minha própria editora no futuro. Já fiz pesquisas e tenho pessoas para formar a editora, mas nada certo ainda. É necessário muito planejamento, tempo, dinheiro e esforço.

09. Quando descobriu que queria ser escritor (a)?
R: Sempre fu, pra falar a verdade. Na primeira série eu ganhei um concurso de redação com uma história sobre três gatinhos perdidos que eram adotados por uma senhora idosa. Nessa época eu escrevia “simco” em vez de cinco, mas já tinha imaginação. E eu argumentava com a professora: “se a palavra SIM é com S porque SIMco é com C”? Eu só comecei a fazer isso com seriedade suficiente aos 14, quando comecei a escrever meu primeiro romance em folhas de caderno. Eu carregava ele para todos os cantos, e só larguei ele ao terminar a última sentença.

10. Você se sentiu apoiado para escrever e posteriormente publicar seus livros?
R: Muito. Tive amigos que me apoiaram muito. Eu sempre fui muito crítico comigo mesmo. Ainda sou. Eu achava que meus textos não tinham qualidade o bastante para serem publicados. Meus amigos me fizeram enxergar qualidade neles que eu não via, e hoje perdi o medo de arriscar.

11. Quais as maiores dificuldades que você enfrentou ao longo dessa caminhada (começar a escrever até publicar)?
R: A maior dificuldade é encontrar alguém disposto a publicar o que você escreve. Alguém que realmente queira apostar em você. Este muito está cheio de malandros que querem apenas lucrar com os sonhos dos outros. Eu fiz um empréstimo que foi muito difícil de pagar para poder publicar meu livro. Não recomendo ninguém a seguir este caminho. Encontrar uma editora de verdade, com vontade de apostar em você é o único caminho seguro. O outro é autopublicação.

12. Qual conselho quer deixar para essa galera jovem que tem interesse ou que já está escrevendo uma história?
R: A primeira coisa que você deve fazer é ler o poema de Bukowski sobre ser escritor. Sempre olhe para o seu texto e pergunte. Isso realmente merece ser publicado? Enquanto a resposta for não, leia, escreva, reescreva, pesquise. Sue a camisa, arregace as mangas e corra atrás de técnicas. Não seja escritor porque “é cool”. Não seja escritor porque você quer encantar os outros com revelações eróticas suas. Não seja escritor apenas para ser visto e amado. Não seja escritor se isso não te faz sentir bem apenas por escrever. O mundo está cheio de gente incapaz de interpretar um texto, mas quer ser o novo Machado de Assis. Seja autêntico, corajoso. Aceite seus defeitos e tente melhorar. Ofereça seu texto para alguém que entende do assunto dar conselhos sinceros. Desconfie de elogios vazios das pessoas que te amam. Elas podem cegar você. Tenha por perto pessoas chatas, críticas e que vão te falar a verdade, independente do que for. Essas pessoas vão te ajudar a crescer e se desenvolver. E, por fim: escreva. Não pare de escrever. Mesmo quando estiver difícil, quando sua cabeça não estiver muito legal. A sua escrita só vai melhorar se você se arriscar e continuar escrevendo. Seu primeiro texto não será um best-seller. Desculpe estragar a surpresa, mas essa é a verdade. Ele também não será o melhor livro da história da literatura e não vai ganhar um nobel. Mas será seu. Sua marca, sua história. Seu caminho. Aceite isso e você conseguirá evoluir.

Jogo rápido
Um autor (a):
King, Bukowski, Christie
Um livro de cabeceira: Não tenho uma cabeceira na cama, mas se eu tivesse, estariam vários de mistério, terror ou fantasia. Harry Potter teria espaço especial.
Uma série de TV: Black Mirror
Um lugar: Qualquer lugar frio com uma xícara de café ou chá
Ler ou escrever: Imaginar
Uma frase: Um farol não pode iluminar um mar inteiro

Conte um pouco sobre você: Patrick é um cara que gosta de todo tipo de arte e tem habilidade em algumas delas. Escreve histórias desde sempre, mas começou a fazer isso com mais frequência aos 14. Aos 16 tinha um romance pronto escrito à mão em folhas de caderno. Ficou na gaveta por 10 anos e será publicado ano que vem. Escreveu seu primeiro romance publicado, Gabriel, com incentivo de uma aposta feita com Carlos Santhyago. Pessoa responsável pelo sucesso desta tarefa.. Patrick gosta de estudar idiomas, desenhar, tocar instrumentos musicais e programar em computadores. Tem pouca habilidade em se relacionar com outras pessoas, mas tem se esforçado pra melhorar nisso.

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